P.S. Percussi

Pra guardar pra sua próxima viagem!


Na minha última visita à Itália, passei um tempo em Roma, com meus parentes que moram por lá e trouxe muitas dicas. Uma delas foi o Eataly, que eu já compartilhei aqui. Agora, inspirada por um lindo presente que ganhei da minha filha – uma cadernetinha para anotar visitas a restaurantes – organizei todas as minhas indicações e divido aqui com vocês!

Atenção: essas dicas têm a cara do verão! Se quiserem uma dica pro outono, vejam só o que eu falei do Checchino!

GINGER – Sapori & Salute 

Cozinha italiana

Minha nota: 7/10

Preço: $$$

Adorei este aqui. Serve sucos supersaborosos e benéficos à saúde: diuréticos, calmantes etc.  Eu, por exemplo, fui de melancia, hortelã, limão galego e gengibre. Para acompanhar, pizzas gostosas, saladas, sanduíches e pastas. É ótimo para almoço. Não se espante se enxergar açaí no menu. O dono adora o Brasil!

ANTICA FOCACCERIA S. FRANCESCO 

Minha nota: 8/10

Cozinha siciliana

Preço: $$$

Famosa em Palermo, acabaram de abrir em Roma. Comemos ao ar livre. O menu, como indica a origem da casa, é siciliano. Os antipasti são muito gostosos, como o Schittichi (tira-gostos típicos), Melanzane (Berinjelas) alla parmigiana. De principal fomos dos clássicos Pasta alla Norma (com ricota e berinjelas) e Paste com le sarde (com sardinhas). Pra fechar, é claro: cannoli!

OTELLO ALLA CONCORDIA 

Cozinha romana

Minha nota: 5/10

Preço: $$$

Esta casa tem mais de cem anos e é superturística. Fica bem no centro de Roma e serve comida típica do Lazio. Gostei do Spaghetti alla carbonara e do Cacio e pepe (massa com queijo e pimenta-do-reino preta). Mas fiquei decepcionada com o Rigatoni all’Amatriciana: parecia que levava molho de tomate enlatado. O atendimento também não foi lá essas coisas.

GROM 

Sorveteria

Minha nota: 10/10

Preço: $

No verão italiano, não poderia deixar de tomar muito gelato, né? Esta sorveteria é nova e BEM legal. Estão na Itália inteira. Fica até difícil de escolher: gelato, sorbetto, granita, frappé…. E os sabores variam a cada mês e de acordo com o que há na estação. Não sou “doceira”, mas era tão bom que eu fui à Grom TODOS OS DIAS! Meu favorito? O de baunilha, que vem de Madagascar.

GIOLITTI 

Sorveteria

Minha nota: 10/10

Preço: $

Outra sorveteria que você não pode perder! Ao contrário da Grom, a Giolitti tem estrada: está aí desde 1900! A loja que eu visitei, na via Uffici del Vicario, é lindíssima e superantiga. E o gelato que me deixou apaixonada? Figo caramelizado!


Estive em Vitória (ES), para acompanhar o 17º Congresso Nacional da Boa Lembrança de quinta (30/08) a sábado (01/09)! Delícia de cidade, linda orla, ótimas praias, maravilhosa a vista de Vila Velha e a comida… um show! 
Tivemos, como sempre, a sorte de ser muito bem recebidos pelo pessoal local… No meu caso, faço um elogio a mais ao amigo Juarez Campos, do Oriundi que fez toda diferença, durante o Congresso!
Entre um evento e outro, uma reunião e outra, tive a sorte de conhecer o Soeta, restaurante de uma amiga de longa data (Marly Farah, que comanda o atendimento) e outros dois sócios, os chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón.

Espetáculo de MENU DEGUSTAÇÃO, com 27 pratos, ingredientes fresquíssimos, muito bem trabalhados, sequência e timing perfeitos… Um must… Quem ainda não foi, precisa ir!!
Baci & abbracci!


Acabo de voltar de alguns dias na Itália. Como sempre… com muitas novidades, inspirações e com uma mala cheia!

Para começar, queria contar que estive na Eataly de Roma! O Pippo já tinha visitado a filial nova-iorquina e se impressionado. Essa megastore gourmet, que surgiu em Turim em 2007, tem quinze lojas pelo país. Dá pra passar um dia todo lá dentro: na peixaria, padaria, salumeria, confeitaria, pastifício, adega, açougue e hortifruti e todos com produtos D.O.P. (Denominzione d’Origine Controlata). Entre as massas secas, por exemplo, havia muitas de Gragnano, um dos melhores locais produtores na Itália. Cada loja valoriza também os produtos locais, então na que eu fui encontrei muitos produtos típicos do Lazio.

Para completar, há no Eataly espaço para aulas (crianças e adultos) e diversos tipos de restaurantes – dos mais requintados aos mais informais. Eu fui de sanduíche mesmo, com o embutido toscano Finnochiona e queijo pecorino. Incrível!

Se você pensa que uma loja assim, de quatro andares e com tudo convenientemente lado a lado é coisa pra turista… está enganado! Os italianos estavam lá em peso! A Eataly, aliás, é um ótimo programa pra fazer com a família, viu? E fica aberta até tarde!

Como disse, o Pippo já tinha visitado a Eataly da Big Apple. Fora da Bota eles também tem lojas no Japão. Agora… tudo indica que a próxima vem é pra São Paulo! Imagina? Fico curiosa para saber a quantidade de produtos 100% italianos que eles trarão pra cá!

Então, vamos torcer pro tempo passar logo. Segundo o Paladar, a Eataly desembarca aqui em abril de 2013!

Ah… e as fotos… Tirei tantas! Mas derrubei meu telefone na água! Então tomei a liberdade de usar as fotos de outros visitantes à Eataly de Roma… pra você entender direitinho do que eu estou falando!


Foi especial nosso jantar de abertura desta etapa das viagens para Vinitaly 2012

La Stüa de Michil é um restaurante surpreendente, que queria muito visitar! A “stübe” vem a ser o coração de uma “casa alpina”. Trata-se de uma sala toda forrada em madeira, quente e ligada a todos os outros cômodos da casa. É ali que a vida da casa se desenvolve… E é ali, que a familia Costa resolveu instalar seu (hoje estrelado) restaurante, parte do Hotel La Perla!

O chef Arturo Spicocchi conseguiu interpretar de forma aberta a cozinha das Dolomiti, dando-lhe ares mais contemporâneos e contornos mais delicados, sem perder sua essência!

A adega é um capítulo à parte e levou o local a ser conhecido como o templo do Sassicaia, por conta da paixão dos proprietários pelo mítico supertoscano. Visitar a adega “Mahatma Wine” é uma experiência divertida e inusitada. Vale a pena!!

Nesta noite, provamos o Menu-Degustação dos Clássicos da Casa, além de uma massa especialmente preparada, escoltados por champagne Bruno Paillard, Sassicaia 1978, 1988, 2000 e 1997 (nesta ordem) e, finalmente, um Château d’Yquem 1982!

Uma experiência única, memorável e, acima de tudo, muito restauradora!

Se quiser ver mais fotos, fiz um álbum no Flickr.

Divido com vocês minhas impressões sobre os vinhos provados abaixo.


24/03/2012

Sassicaia VT 1978 “Incisa della Rocchetta” – Bolgheri, Toscana

Inteiro, delicado e sutil, para ser apreciado com pratos mais leves que o degustado. Frutas vermelhas frescas e maduras, especiarias, leves toques herbáceos e notas balsâmicas e minerais. Muita complexidade e elegância! Um grande e prazeroso vinho! Euro 830,00 – 93/100 S

24/03/2012

Sassicaia VT 1988 “Incisa della Rocchetta” – Bolgheri, Toscana

Impressionantes o vigor, a estrutura e o equilíbrio desta safra, considerada a segunda da década (atrás, apenas, do mítico “1985”, conhecido como o melhor/maior Sassicaia entre todos). Um vinho especial, complexo, aveludado, rico, amplo e sutilmente equilibrado, na acidez, no corpo e seus taninos espetaculares! Euro 450,00 – 95/100 S

24/03/2012

Sassicaia DOC 2000 “Incisa della Rocchetta” – Bolgheri, Toscana

Cheio de frutas e tipicidade, um pouco menos complexo que os demais. Excelente estrutura de acidez e corpo. Taninos potentes e promissores. Um Euro 230,00 – 91/100 S

24/03/2012

Sassicaia IGT 1997 “Incisa della Rocchetta” – Bolgheri, Toscana

O “1997” é um “puro sangue”, um grande exemplar da linhagem! Pronto para beber e ainda pode evoluir bastante. Cheio de frutas frescas e maduras, notas de terra, vegetais e especiarias embaladas em (soberba) baunilha, com acidez e corpo muito equilibrados e, finalmente, taninos robustos e muito elegantes. Euro 420,00 – 94/100 S

24/03/2012

Château d’Yquem 1er Grand Cru Classé 1982 “Lur Saluces” – Sauternes

Um delicioso, rico (fresco e amanteigado) e opulento bothrytizado, cheio de castanhas, frutas passadas e mel, com invejável equilíbrio e infinito final! Euro 299,00 – 94/100 S


Fiquei em Roma por duas semanas, resolvendo assuntos familiares e dando aquela “recarregada” necessária. A viagem foi ótima, para relaxar excelente para comprinhas de acessórios de cozinha e muito inspiradora gastronomicamente. Um dos meus achados por lá aconteceu na minha última noite na cidade. Visitei uma antica maccelleria (ou antigo açougue), o restaurante Checchino dal 1887 que, como o próprio nome indica, existe há 124 anos!Quem me levou lá foi uma prima do meu marido, romana e grande conhecedora dos segredos de sua cidade. A casa é um “locale storico d’Italia” e fica na ao lado do Monte Testaccio, uma colina feita pelas mãos do homem! Isso porque a região era usada como “lixão” de cerâmicas na Roma Antiga. Era por lá que os moradores da cidade jogavam peças quebradas, como ânforas e jarros. A informação, claro, foi uma cortesia da prima, que também é arqueóloga!A especialidade do Checchino são miúdos. Isso porque no século XIX, ali nas redondezas funcionava um abatedouro. Os funcionários que por lá trabalhavam, também chamados de vacinari, ganhavam como parte do salário a chamada “quinta parte do animal”, o quinto quarto, isto é, as vísceras. Eles levavam o “salário” para o Checchino, que tratava de transformar essas partes “menos nobres” em suculentos pratos.  O abatedouro hoje é o MACRO (Museu d’Arte Contemporânea de Roma), mas o restaurante seguiu firme com sua missão e hoje é um dos mais tradicionais da cidade. Estava muito curiosa para provar os pratos do Checchino e não me decepcionei nem um pouco! Comecei com um delicioso fígado de vitela, que eu amo de paixão. Segui então para coda alla vacinara, rabada feita à moda dos trabalhadores de antigamente, desfiada e servida com um espesso molho de tomate. Nota 10! Terminei com uma língua de boi em salsa verde, cortada em fatias finíssimas, superdelicada e saborosa. Queria muito, mas não consegui chegar às sobremesas e tampouco aos queijos, que desfilam num convidativo carrinho. As grappas e vinhos da carta também são excelentes! Pra quem quer provar a cozinha romana de “raiz” taí uma ótima sugestão. Se miúdos não são bem sua praia, você terá uma ótima oportunidade de revisar seus conceitos. Afinal de contas, como eu vi alguém falando, “a cozinha de Roma é especial porque tratou de aperfeiçoar e tornar saborosos tudo o que era descartado por papas, cardeais, bispos, príncipes e nobres”. E depois, lembre-se: em Roma, faça como os romanos!

Fiquei em Roma por duas semanas, resolvendo assuntos familiares e dando aquela “recarregada” necessária. A viagem foi ótima, para relaxar excelente para comprinhas de acessórios de cozinha e muito inspiradora gastronomicamente. Um dos meus achados por lá aconteceu na minha última noite na cidade. Visitei uma antica maccelleria (ou antigo açougue), o restaurante Checchino dal 1887 que, como o próprio nome indica, existe há 124 anos!

Quem me levou lá foi uma prima do meu marido, romana e grande conhecedora dos segredos de sua cidade. A casa é um “locale storico d’Italia” e fica na ao lado do Monte Testaccio, uma colina feita pelas mãos do homem! Isso porque a região era usada como “lixão” de cerâmicas na Roma Antiga. Era por lá que os moradores da cidade jogavam peças quebradas, como ânforas e jarros. A informação, claro, foi uma cortesia da prima, que também é arqueóloga!

A especialidade do Checchino são miúdos. Isso porque no século XIX, ali nas redondezas funcionava um abatedouro. Os funcionários que por lá trabalhavam, também chamados de vacinari, ganhavam como parte do salário a chamada “quinta parte do animal”, o quinto quarto, isto é, as vísceras. Eles levavam o “salário” para o Checchino, que tratava de transformar essas partes “menos nobres” em suculentos pratos.  O abatedouro hoje é o MACRO (Museu d’Arte Contemporânea de Roma), mas o restaurante seguiu firme com sua missão e hoje é um dos mais tradicionais da cidade.

Estava muito curiosa para provar os pratos do Checchino e não me decepcionei nem um pouco! Comecei com um delicioso fígado de vitela, que eu amo de paixão. Segui então para coda alla vacinara, rabada feita à moda dos trabalhadores de antigamente, desfiada e servida com um espesso molho de tomate. Nota 10! Terminei com uma língua de boi em salsa verde, cortada em fatias finíssimas, superdelicada e saborosa. Queria muito, mas não consegui chegar às sobremesas e tampouco aos queijos, que desfilam num convidativo carrinho. As grappas e vinhos da carta também são excelentes!

Pra quem quer provar a cozinha romana de “raiz” taí uma ótima sugestão. Se miúdos não são bem sua praia, você terá uma ótima oportunidade de revisar seus conceitos. Afinal de contas, como eu vi alguém falando, “a cozinha de Roma é especial porque tratou de aperfeiçoar e tornar saborosos tudo o que era descartado por papas, cardeais, bispos, príncipes e nobres”. E depois, lembre-se: em Roma, faça como os romanos!


Nova York - outubro/2011, um álbum  no Flickr.Vai a Nova York? Então não perca as minhas dicas gastronômicas na Grande Maçã, da alta gastronomia do Per Se e Café Boulud, passando por o melhor japonês da minha vida e os bons e velhos hambúrgueres e cafés da manhã made in USA!
Per SePer SePer Se - número 1Per Se - número 2

Nova York - outubro/2011, um álbum no Flickr.

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